Densitometria óssea

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Trocando de lugar com minha mãe.
Tarefas e responsabilidades agora invertidas.
Lado a lado com Dona Julia aguardando a senha 342.
Exame de densitometria óssea.
Hoje nela.
60 anos atrás o paciente era eu.
Trocentas vezes, imagino.
Dr. Acácio, o famoso pediatra Dr. Dolabella.
Que mandou Dona Julia não fazer absolutamente nada quando eu perdia o ar e ficava sufocado sempre depois de mamar.
Ficava apavorada.
E acontecia desde que nasci.
Ficaram os 2 esperando eu ter a crise “pulmonar” por um tempão.
Até que eu finalmente entrei quase em coma..
Dr. Dolabella, meu tio avô, ficou impassível e disse:
– Ignore o menino! Isto é piti….
E depois de ter ficado azul, vermelho e roxo, ressuscitei.
E nunca tive mais nada, para alívio da super mãe.
Ela acabou de entrar na salinha do exame e a Dra. não me deixou entrar.
Se fosse há 60 anos atrás (ou mesmo 60 segundos atrás) peitaria a médica e não me deixaria sozinho.
Mas sou menos briguento que ela.
Espero aqui no corredor quietinho.
Rezando e mandando um Reiki para que seja apenas uma distensão muscular a causa das dores e não uma fratura.

 

 

Comentando Carpinejar

Comentário sobre um texto do Carpinejar no Vida Breve (http://www.vidabreve.com/cortico-gastronomico/#.WXiotLJv-Ed):

Acrescentaria um outro total desrespeito aos que buscam tranquilidade na hora da refeição:
O uso do celular pelo idiota solitário na mesa ao lado.
Ou em qualquer mesa.
O imbecil acha que está sozinho na sala de estar de sua casa, e todos em volta são obrigados a escutar seu monólogo, geralmente em alto volume.
Parece um engenheiro de obra, que até hoje acha que é preciso falar bem alto para que a pessoa do outro lado o escute bem.
Como no tempo do interurbano analógico.
Somos obrigados a escutar uma bronca dada a um filho, uma discussão da relação amorosa (ou não) com a esposa ou marido, uma troca de fofocas com sua amiga(o), como se fazer um quiabo sem babar, como se retira as formas de uma laje e como se faz corpo de prova do concreto, as notas do filho na escola, aos resultados dos exames de sangue e PSA da próstata, e por aí vai.
Poderia ser até pior, se o estúpido estivesse usando o viva voz.
Restaurantes deviam proibir o uso dos celulares.
Poderia falar em outro local onde não sou respeitado pelo mentecapto: a sala de cinema.
Escutar o pateta comer o raio da pipoca de boca aberta, tomar a coca no canudinho fazendo o barulho de um vendaval, tecer comentários imbecilizados sobre o filme.
Mas fica para uma outra oportunidade…