Mãe

Belíssimo texto do Carpinejar no Hora de hoje, 09:05:2017.
Já no título, caiu um cisco no meu olho.
Aliás, nos 2.
Embaçou tudo à minha volta.
Muita sorte e benção de Deus eu poder conviver e dar algum colo para minha mãezona.
Já também um pouco encurvada e encolhida, com algumas dores na canela e nas costas.
Mas sempre me esperando aos domingos com seu pano de prato amarrado ao pulso para não se esquecer do seu forno traiçoeiro.
Com a mesinha de centro sempre posta com as xícaras sem asas que queimam meus dedos ao servir o café.
Com a energia e coragem de mandar à merda quem a irrita, mesmo por brincadeira.
Com a delicadeza de oferecer ao neto Luca os biscoitos e vitaminas que ele tanto gosta.
Com o carinho de oferecer à querida nora a cama do quarto do meio, para que descanse os ouvidos da torcida para o Galo de toda a família, tirando uma soneca.
Com a ternura e respeito ao pedir um beijo de despedida para o tímido neto,o que raramente consegue.
E que estufa a bochecha para receber o meu já não tímido beijo de “boa noite e uma ótima semana”, curvada, mas posicionada para receber meu abraço.
Obrigado por tudo Mãezona, esperando diariamente nossos papos telefônicos.
Que puta privilégio eu ainda tenho nesta vida….IMG_0308

Ana Bacana

Queria escrever para você hoje.
Ontem, amanhã, todos os dias.
Mas sempre que começo, cai um cisco no meu olho e os dedos não obedecem o cérebro.
Então compartilho um texto do mestre Carpinejar.
E te agradeço por tudo.
Pela sua sensibilidade, pela sua coragem, pela sua retidão. pela sua delicadeza, pelas lições que tem me dado desde que nasceu.
Agradeço por me mostrar, junto com a Elisa, que vale muito a pena viver.
Tenho certeza que a escolha de você dois, celebrando o amor hoje com todos nós, é eterna e irreversível, plagiando o Carpinejar.
E hoje não precisarei de nenhuma ajuda para chorar.
De felicidade.
Seja muito feliz, filha amada.

Viver

Parafraseando Carpinejar: pelos meus 3 filhos, hoje em especial o Luca, descubro que envelheço.
Mas, por eles, não quero morrer, quero e preciso lutar para continuar vivendo!IMG_0307.JPG

Sal no vôo?

Surreal, vôo São Paulo-Fortaleza, casal na segunda fileira, ou seja, início do corredor, pede 2 strogonofs para a aeromoça. Quando o carrinho ia avançar, o porta voz do casal pede sal. Claro que não tinha no carrinho. O ajudante da
Comissária Santoro (provavelmente prima do Luca) vai até o fundo da aeronave tentar achar um salzinho.
Depois de uns 10 minutos, fora uma interrupção do serviço de bordo por causa de uma área de turbulência, o sal chega e o casal inicia o almoço, com as poltronas reclinadas ao máximo espremendo minhas pernas e minha mesinha. Depois da fila que se formou para uma chegada ao banheiro acabar, o carrinho de lanches volta a andar. Mas estamos quase em Fortaleza. Talvez ainda pediremos nosso combo, pois estamos na fileira 3.
Este tipo de serviço de bordo deve funcionar melhor numa viagem São Paulo-Pequim. Na volta perguntarei ao Cris.

Despescar

IMG_0300.JPGVivendo e aprendendo.
O garçom que nos atendeu hoje explicou que o peixe que saboreamos no almoço veio do mar em nossa frente.
Era um Pargo, delicioso, assado.
E apontou 3 jangadas na linha do horizonte, perto da África.
Duas delas estavam vindo provavelmente com as cestas cheias de pargos, robalos (com um outro nome) ou sardinhas.
A que partia, uma de vela vermelha, estava indo despescar.
Tinha saído cedo, jogado a rede, ou outra armadilha, em um ponto em alto mar, marcado por boias da cor da vela. Explicou também que os homens do mar tinha lealdade uns com os outros, diferente dos homens da terra. Um jangadeiro pescador sempre respeita a rede do outro.
Aí aprendi o significado do verbo: esta jangada estava indo despescar e voltaria antes do anoitecer com o produto da “despesca”.