JB

9AC36E3E-1845-4EB1-B95B-E83CF498B5A9Lá em casa tinha um JB também empoeirado no armário da sala.
Só seria aberto quando o filho – eu – passasse no vestibular.
E aconteceu naquele dezembro de 1971.
Perdi (eu, não eles país) até a final do campeonato nacional daquele ano. O único que o nosso Galo ganhou até hoje.
Mas eu tinha que ficar em casa estudando para que o JB pudesse ser aberto.
Que enfim foi aberto, após o JN ter divulgado a lista dos aprovados (fiz 142 pontos, mesmo número de pontos que o Lu, que viria a ser meu cunhado anos depois), depois de termos comemorado friamente no Mangueiras, pois meus amigos não passaram na UFMG.
Só foi aberto em casa, eu deitado na minha cama levemente tonto com o golinho permitido, e meu pai e minha mãe ajoelhados, um de cada lado da cama, rezando um “Pai Nosso”.
Que não chegou ao “o pão nosso de cada dia…” , culpa do JB aberto minutos antes.
Apagaram os 2 ajoelhados mesmo.
Tantos anos guardado e com efeito ultra rápido.
Descobri pelo Carpinejar hoje porque nunca mais tomei uma dose de um JB.

Deixe um comentário